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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Novamente ela: o jeito "urubu" da mídia.

Minhas sinceras condolências às famílias e aos amigos das vítimas do incêndio em Santa Maria, RS.


 O que há de errado com o jornalismo brasileiro? Há tudo errado. Não pratica-se mais o verdadeiro jornalismo, com o intuito de informar ao público e não se tem mais aquela paixão por ser jornalista e poder expressar a sua opinião. Aliás, nem se pode mais expressá-la pois ela já vem pré-moldada e comprada de acordo com a emissora ou jornal em que se trabalha.  É por isso que há uma semelhança entre a tragédia na escola de Realengo, o deslizamento no morro do Bumba e esse incêndio na boate Kiss em Santa Maria. Ou com tantas outras tragédias que acontecem diariamente. Na mídia, são marcadas por uma emoção exacerbada, um sensacionalismo grosseiro e pela busca desenfreada do melodrama.  Sem ao menos respeitar os direito humanos, transmitem imagens de corpos carbonizados ou gravemente feridos. Isso sem contar nos clichês perguntados aos que perderam: "O que está sentindo nessa hora?" …

Há uma luz no fim do túnel.

2012, no contexto político, foi marcado por uma onda de protestos. Nos Estados Unidos a população protestou na Wall Street contra a crise e as medidas adotadas pelo governo para combatê-la. Na Europa a população invade a praça da Espanha e acampa nela por dias contra a crise e os cortes que eles estavam querendo dar na economia (pretendiam cortar investimentos em saúde e educação). Na Grécia a mesma coisa, a população insatisfeita com a possível austeridade vai às ruas. No Egito, protestos e manifestações que acabam em violência acontecem sempre contra a violência do Estado.
 E no Brasil? No Brasil também. Manifestações a favor da educação, exigindo 10% do PIB para investimentos na área. O Dia do Basta à corrupção, marchando pelas ruas das cidades do Brasil contra a corrupção e o Mensalão. Marchas em favor dos índios Guarani-Kaiowás; marchas contra as leis da Dilma: quem não se lembra do "Veta Dilma" ?; protestos contra a construção da Usina Bielo-Monte.
 Em meio a tudo is…

Economia, política e ideologias: não chame-as se for estuprada.

O mundo todo ficou chocado há duas semanas com o caso da estudante de medicina da Índia que foi estuprada e jogada para fora de um ônibus em movimento. Também, não é para menos. Tal brutalidade é difícil de ser aceita, ainda mais do lado de cá do mundo onde dizemos não conviver com o machismo e afirmamos ser mulheres que conquistaram a igualdade.
 Mentira! E este fato prova isto, independente de ter sido ou não do outro lado do mundo onde todos creem que o machismo é mais acentuado. Sabemos que a Índia vem despontando no Mercado Mundial e salta aos olhos dos investidores cada dia mais. O que não sabemos é que a cultura deles é toda baseada no induísmo e é machista (como a nossa foi e ainda é). A diferença é que lá as mulheres são massacradas de formas mais violentas e as providências são quase nenhumas por questões religiosas e políticas (dois lados delicados de serem combatidos).
 O fato é que o caso ganhou o mundo e chamou muito a minha atenção devido ao nosso cenário mundial atual…