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Mostrando postagens de Setembro, 2013

Crônica de uma não-advogada.

Pois é, eu sou estudante de Direito. Escolhi o curso, dentre tantos outros, após muitas crises existenciais e conflitos internos. Mas, mal sabia eu que essa era a menor das preocupações. Enfim, agora estou aqui encerrando meu primeiro ano como (oficialmente) universitária. E... haja café e doutrinas para as provas.
 O chato de se ser uma estudante de direito (além de ter que ler coisas que às vezes você acha que é alguma espécie de idioma alienígena) é que você vira uma espécie de "personal jurídica" da família, da roda de amigos e da cidade. Todo mundo vem perguntar sobre alguma coisa da área, ou te traz algum caso que aconteceu na família e quer que você dê sua (humilde) opinião. Enche o saco!

Corredores, estacionamento, olhares e silêncio!

Agora nossos silêncios se cruzam nos corredores e no estacionamento; em todo o canto posso ouvir o barulho de quando se cruzam, se esbarram e se ferem. Seu olhar ainda é tão profundo e claro, não sabe esconder atrás de um sorriso que ainda me quer como nunca.  Suas atitudes podem provar o contrário quando está com ela, mas quando nossos olhares (ainda) se cruzam nos corredores é forte, é intenso, profundo e quase magnético: um puxa o outro. Porém, é necessário me conter e é mais necessário ainda que você não olhe, não seja profundo nem silencioso. Seja ausente, seja invisível, seja de mentira, seja do passado, fique lá atrás, no ontem, no vazio e no nada. Faça o favor de levar consigo, para o passado, o seu cheiro que ainda ficou aqui.  Seja silencioso, discreto, invisível e fique na memória! Você mesmo disse que vai ser melhor assim e vou superar isso tudo no final, mas enquanto ele não chega (e não quero que tenha um final a minha vida) seja parte de um passado distante e longínquo…